Conceveiba guianensis Aubl.
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Authority
Secco, Ricardo de S. 2004.
(Euphorbiaceae) ( , e ). Fl. Neotrop. Monogr. 93: 1-194. (Published by NYBG Press) -
Family
Euphorbiaceae
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Scientific Name
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Type
Tipo. Guiana Francesa. Estampa no. 353, Aubl., Hist. pl. Guiane 2. 1775 (lectótipo, aqui designado).
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Synonyms
Conceveiba ovata Rich. ex A.Juss., Conceveiba trigonocarpa Müll.Arg., Conceveiba simulata Steyerm.
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Description
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Species Description - Arbustos, arvoretas ou árvores, 3-20 m, DAP 1030 (80) cm. Ramos às vezes lenticelados, esparso-pubescentes a pulverulentos. Folhas peninérveas, pecíolos 1.5-8 cm, levemente canaliculados, cilíndricos, pulverulentos a pubescentes; limbos 5-35 X 3.5-15(-21) cm, elípticos, ovais, elíptico ovais, a elíptico-lanceolados, cartáceos, subcoriáceos, a coriáceos, ápices acuminados a caudados, raro agudos, bases arredondadas à levemente cuneadas, margens leve e espaçadamente crenado-glandulosas, às vezes acentuadamente crenado-glandulosas; faces adaxiais pubescentes na nervura principal ou glabras; faces abaxiais pubescentes, com delicado indumento de diminutos tricomas estrelados, às vezes com aspecto ceroso, glândulas esparsas na lâmina, domácias de tricomas estrelados na junção da nervura principal com as secundárias. Plantas masculinas com inflorescências em panículas, 12-26 cm, terminais, raro axilares, flores dispostas em glomérulos sésseis, paucifloros, raques pulverulentas, as vezes pubescentes. Flores estaminadas pediceladas, pedicelos 0.5-1.5 mm, bráctea 1, externa, bractéolas 2, internas, diminutas, imensuráveis, lanceoladas à sagitadas, pilosas externamente, glabras internamente; cálice gamossépalo, valvar, lobos 3, 1-2 mm, ovais, côncavos, glabros; estames 8-12, 0.5-1 mm, sendo 3-5 menores, 5-7 maiores, dispostos externamente aos estaminódios, concrescidos pelas bases, formando urna estrutura plana, filetes grossos, subulados, glabros, anteras ovais, deiscência lateral; estaminódios 6-12, 2.5-4 mm, dispostos centralmente aos estames, levemente concrescidos pelas bases, em geral dobrados, plicados, filetes filiformes, glabros, às vezes com rudimentos de anteras. Plantas femininas com inflorescências em racemos, 6-18 cm, axilares ou terminais, flores isoladas, raro aos pares, raques pulverulentas. Flores pistiladas pediceladas, pedicelos 2.5-5 mm, pubescentes a tomentosos, bráctea 1, externa, bractéolas 2, internas, 1.5-2 mm, ovais à lanceoladas, pilosas externamente, glabras internamente, glândulas 2, laterais, na base das bractéolas; cálice dialissépalo, glándulas 4-6, na base, sépalas 4-6(8) 2-3 X 0.5-1 mm, lanceoladas, pubescentes externamente, glabras internamente, ovário 2.5-4 mm diám., elíptico, acentuadamente trígono, anguloso, tomentoso, pubescente no ápice, 3-locular, estiletes 3,1.5-5(-6.5) mm, eretos ou dobrados, grossos, bífidos, estigmatosos, concrescidos na base, face externa pubescente, face interna denso-papilosa, glabra. Fruto 1.5-1.8 cm diâm., cápsula septícida, trigono, quilhas 3, acentuadas mericarpos 3, lisos, pubescentes; sementes 3, 1-1.2 cm diâm., naviculares, levemente pintalgadas.
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Discussion
Realizando trabalho de campo no Amazonas (Secco & Coelho 797) e Amapá (Secco et al. 860) encontrou-se apenas indivíduos com flores pistiladas e frutos, sendo também mais comum nos herbários espécimes nesta situação.
Foi feito acompanhamento de 10 indivíduos de Conceveiba guianensis, durante um ano, na Reserva Mocambo (mata de terra firme, Belém, PA), conforme pode ser verificado na Tabela XIV, e observou-se que a floração ocorre nos meses de janeiro e fevereiro, enquanto a frutificação ocorre nos meses de fevereiro a abril; nos meses de junho a setembro foram encontradas inúmeras plántulas no solo. Nos meses de junho e agosto a setembro, foi observada uma intensa queda de folhas nos indivíduos de números 3 e 1, respectivamente; durante todo o período de observação no Mocambo foi encontrado rebrotamento (folhagem nova) em quase todos os indivíduos estudados.Na Reserva, todos os indivíduos que floresceram durante as observações estavam apenas com flores pistiladas, os quais também frutificaram e apresentaram sementes férteis, dando origem às plântulas.Nomes Vulgares e Usos. De acordo com Corrêa (1984), C. guianensis é conhecida vulgarmente como “tapichó”.De acordo com Macbride (1951), no Peru as sementes são consideradas comestíveis.Conceveiba guianensis foi colocada por Müller (1866) em Conceveiba seção Euconceveiba, estabelecida anteriormente (Müller, 1865). Mais tarde, Müller (1873) conservou o mesmo posicionamento, mantendo C. guianensis na referida seção ao lado de C. trigonocarpa e C. rhytidocarpa. Pela chave apresentada, Müller (1873) colocou C. guianensis mais próxima de C. trigonocarpa, diferenciando-se por apresentar o cálice da flor pistilada com 6-8 sépalas, ovário obtuso e estiletes recurvo-patentes. Contrariamente, C. trigonocarpa apresenta o cálice da flor pistilada com 5 sépalas, ovário agudo, trígono e estiletes eretos e curtos. Pax & Hoffmann (1931) também mantiveram C. trigonocarpa como uma espécie diferente de C. guianensis, por apresentar o ovário agudo-trígono e os estiletes curtos e eretos. Analisando-se o material de C. trigonocarpa e comparando-o com a vasta coleção de C. guianensis aqui estudada, verificou-se que C. trigonocarpa não é um táxon válido, tendo sido sinonimizada no presente trabalho, uma vez que as características apontadas pelos autores acima citados para a espécie são encontradas em vários dos espécimes examinados de C. guianensis.Steyermark (1938) propôs C. simulata para o Estado do Amazonas (Brasil). Jablonski (1967) sinon-imizou esta espécie com C. guianensis, posicionamento este adotado no presente trabalho após a análise do tipo de C. simulata, que apresenta características encontradas em C. guianensis como inflorescência estaminada em panícula, 9-10 estames, 9-10 estaminódios, sépalas 4-6, lanceoladas, ovário levemente trígono e estiletes não achatados.Conceveiba guianensis apresenta maior afinidade com C. rhytidocarpa, separando-se facilmente pelas características discutidas após a descrição daquela espécie.O tipo de C. guianensis não foi designado por Aublet (1775b). Por esta razão, escolheu-se como lectótipo a estampa no. 353 da descrição original da espécie.Distribution and Ecology: Conceveiba guianensis apresenta ampla distribuição em mata de terra firme (selva pluvial, bosque alto), mata de igapó, capoeira (mata secundária), beira de estrada, margem de rio, e igarapé da Colombia, Venezuela, Guianas, Peru, Brasil, (Amapá, Pará, Maranhão, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, e Mato Grosso), e Bolívia, em altitudes que variam entre 90-500 m. A floração ocorre nos meses de janeiro, maio a dezembro e a frutificação ocorre de janeiro a agosto e de outubro a dezembro.
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Common Names
arara-seringa, arraeira, azedinho, Urucurana, agougamou, a’iminiyu, amini-yula, kasaba ondou, kouchiichi, miniyula, po-lika, campunum, cepanchina, cocura, de-ma-tá-gu-tú, icaco, nicolas, palo de mata, tamorou-rey-yek
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Distribution
Amazonas Colombia South America| Putumayo Colombia South America| Delta Amacuro Venezuela South America| Guyana South America| Suriname South America| Loreto Peru South America| Acre Brazil South America| Amapá Brazil South America| Amazonas Brazil South America| Maranhão Brazil South America| Mato Grosso Brazil South America| Pará Brazil South America| Rondônia Brazil South America| Roraima Brazil South America| Pando Bolivia South America| Cayenne French Guiana South America| Ucayali Peru South America|